segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Exclusivo: Entrevista de Dom Eduardo ao Padre Rodolfo Morbiolo na manhã da Missa de Ação de Graças pelo seu ministério episcopal em Sorocaba

Padre Rodolfo Morbiolo: Dom Eduardo,
1. Quais eram suas expectativas quando chegou em Sorocaba em 2005?
Mais que expectativa, um desejo, consciência da missão: tornar-me amigos dos padres e diáconos, e com eles dedicar-me ao Povo fiel.

Padre Rodolfo Morbiolo:
2. O que significou em sua experiência episcopal ser bispo de Sorocaba?
A experiência de ter sido o quarto bispo e o segundo Arcebispo de Sorocaba. E um grande aprendizado: respeitar o ritmo dos colaboradores; a importância de cuidar da comunhão presbiteral e eclesial, sempre ameaçada pela cizânia do inimigo; a necessidade de ser presença, sobretudo nas reuniões dos presbíteros para incentivá-los e com eles conviver; cuidar das vocações sacerdotais e religiosas; a missão de apoiar os leigos para que se façam presentes organizadamente nas estruturas da sociedade. Apesar de minhas limitações levo comigo a gratidão pela acolhida e compreensão dos presbíteros, diáconos e leigos, religiosos (as) e seminaristas. Com muitos aprendi sempre de novo a importância da oração e da comunhão com Deus para que a missão possa ser realizada com eficácia.

Padre Rodolfo Morbiolo:
3. Na sua opinião, para o futuro de Sorocaba, como permanecer uma 'Igreja em saída'?
Uma 'Igreja em saída' é um desafio ao qual nunca teremos respondido plenamente. A Igreja é sempre missionária e não pode parar. Donde a necessidade de conversão permanente a partir do coração e da atenção aos sinais de Deus na história. Cada pessoa, cada discípulo deve estar sempre em caminho, nas pegadas de Jesus, e em comunidade, organizadamente, ir ao encontro dos que estão longe, habitantes das periferias existenciais e das periferias sociais. Conversão pessoal e conversão pastoral. A conversão pastoral está apenas em seus inícios. A pessoal é a raiz de tudo. Ambas são obras da graça. É preciso pedi-las todos os dias.

Padre Rodolfo Morbiolo:
4. Uma mensagem para o povo fiel que teve a alegria ade chamá-lo 'pastor'.
Sempre me senti incomodado quando o Povo dizia ser eu o Pastor. Eu pensava: o Pastor é Jesus. Eu sou sinal de Jesus, o Bom Pastor, mas não sou capaz de ser como Ele. Mas é a fé do povo ver no ministro ordenado o próprio Cristo, o Bom Pastor. A fé do povo nos recorda sempre de novo o que devemos ser: identificar-nos sempre mais com o Cristo para que seu pastoreio se revele em nós de forma sempre mais plena. Ao povo fiel meu agradecimento por me ter ajudado com sua fé e com suas orações a exercer o ministério com alegria aqui na Igreja de Sorocaba. Peço que continuem crendo em nós, ministros ordenados para o serviço do Evangelho, e orem por nós para que, em meio às provações do tempo presente, sejamos de verdade sinais de Cristo Pastor.


Dom Eduardo acrescentou no final: 'Na oração está o segredo do sucesso da Missão: pelas mãos benditas de Nossa Senhora da Ponte, também Aparecida, de Fátima, da Piedade e de tantos outros títulos, Deus abençoe a Igreja de Sorocaba, Ele o Deus comunhão, fonte eterna da missão, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

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